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Produtividade leiteira: Implantando um Biodigestor no sistema de Compost Barn!

O confinamento é praticado para que a produção de leite seja efetiva, e reflete no bem estar do animal e conseqüentemente na qualidade do produto. Por isso, é importante que os produtores estejam atentos a novas soluções que surgem no setor, garantindo maior eficiência na produção.

Continue lendo e veja nesse artigo:

- Como funciona o Sistema de Compost Barn e suas vantagens;

- O processo da compostagem;

- Usabilidade do Biodigestor para aumentar sua produtividade com qualidade.

vaca

Já ouviu falar em COMPOST BARN?                      

O Compost Barn foi criado em meados da década de 80, por norte americanos que produziam leite. Mas apenas em 2001 começou a ganhar adeptos em maior escala. Porém, no Brasil ainda está surgindo e existem poucos materiais a respeito do assunto.

O Sistema consiste em um grande espaço físico coberto, com ventilação, revestido com “camas” de serragem, palha de arroz, palha de café entre outros, materiais que oferecem maior conforto às vacas leiteiras.

compostbarn

O diferencial desse sistema é a compostagem!

As fezes e urina das vacas fornecem nutrientes essenciais para que ocorra a compostagem durante todo ano. Produz-se então, o dióxido de carbono (CO2), água e calor a partir da fermentação aeróbica das matérias, já o oxigênio é proveniente da movimentação diária na cama.

O manejo adequado da cama é fator determinante para que o Sistema dê certo, caso contrário poderá ter conseqüências negativas. A cama precisa ser movimentada 2 x ao dia, todos os dias em horário definido para as ordenhas.

 

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Vantagens do Compost Barn:

  • Possibilita maior conforto para o rebanho;
  • Favorece a higiene do local e dos animais;
  • Contribui para redução de problemas de perna de casco;
  • Diminui a contagem das células somáticas (CCS);
  • Aumenta a detectação do cio;
  • Aumento na produção de leite;
  • Diminuição do odor e incidências de moscas.

A cada ano ou quando necessário a cama deve ser trocada, e o que fazer com a compostagem rica em nutrientes que foi produzida durante o processo?

Já se fala em soluções para dar um destino ecologicamente correto para essa matéria rica em nutrientes, o Biodigestor!

Qual a função do Biodigestor com a compostagem?

A matéria retirada da cama, é colocada num tanque misturador com água ou com alguns efluentes. Depois de homogeneizada, a biomassa estará pronta para alimentar o Biodigestor.

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Essa biomassa ficará no biodigestor por cerca de 40 dias, sendo alimento de bactérias metanogenicas, gerando o biogás e biofertilizante.O gás é canalizado até o gerador para ser fonte de energia renovável, enquanto o biofertilizante você utilizará para regar o plantação ou até vender para outros produtores.

O trabalho em conjunto do Biodigestor com o Compost Barn visa oferecer a intensificação no processo, alavancando a produtividade com qualidade!

Para saber mais sobre os modelos dos Biodigestores, nossos consultores estão disponíveis com soluções e dicas para atender pequenos e médios produtores! Entre em contato conosco clicando AQUI ou pelo telefone 11 3437-7450.

Confinamento de Bovinos – Soluções economicamente viáveis e Sustentáveis para o seu negócio!

Neste artigo:”Confinamento de Bovinos – Soluções economicamente viáveis e sustentáveis para o seu negócio”, você terá acesso a:

- Origem do confinamento de bovinos;
- Benefícios;
- Complicações;
- Geração de Oportunidades.

 

Confinamento de Bovinos

Origem

A origem do confinamento de bovinos, veio da necessidade de aliviar os pastos em épocas de seca, onde a lavoura, local onde o gado normalmente se alimenta, não prospera como o pecuarista necessita para manter seu ciclo de produção. Devido a este fator, os criadores de gado começaram a confinar os mesmos, para que integralmente neste período ou em algumas horas do dia, o bovino se alimente de ração, para que assim, a produção não diminua seu ritmo e o ciclo de venda também não seja comprometido.

Benefícios

A prática de confinamento de bovinos é estrategicamente benéfica para o produtor de gado, pois além de concentrá-los em um espaço curto, para melhor campo de visão e controle dos animais, o confinamento bovino auxilia na integração entre lavoura e pecuária, aproveitando ainda mais os recursos da propriedade.

Complicações

Esta estabilidade de produção que o confinamento de bovinos proporciona, possui também seus pontos negativos, como por exemplo a necessidade de estocagem de água para limpeza do local, o custo da ração, e o tratamento da matéria orgânica, que deve ser tratada para não trazer danos as nascentes, rios e açudes e não comprometer o uso do solo diante da contaminação que pode ocorrer.

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Geração de oportunidades

Para tratamento desses resíduos, há algumas práticas utilizadas por diversos produtores, como a utilização de esterqueiras e sistemas de compostagem, porém esta matéria orgânica (resíduos líquidos e sólidos), após o tratamento através de uma digestão anaeróbica, se transforma em um biofertilizante de alta qualidade para irrigação de pastos, e o resultado desse tratamento, gera o biogás, que pode ser utilizado como energia térmica e geração de energia elétrica para a propriedade rural como um todo.

O Biodigestor é o grande aliado para esta pratica, para um confinamento de bovinos sustentável e rentável para o pecuarista!

Como biodigestor você trata a matéria orgânica, de acordo com as leis ambientais, pois não exala cheiro, e é impermeabilizado com geomembrana, para que não haja infiltrações no solo.

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O Biodigestor é um processo de reação anaeróbica, ou seja, sem oxigênio para que estas bactérias se proliferem, gerando o biogás, e após a degradação da matéria orgânica, a geração de biofertilizante rico em nutrientes para o plantio da propriedade rural otimiza ainda mais a plantação.

O confinamento de bovinos é o seu negócio! E o Biodigestor é a solução para problemas ambientais e econômicos que você possa ter em sua propriedade rural.

Faça uso dessa prática com o auxílio da Recolast Ambiental!

Nós dimensionamos um biodigestor de acordo com a quantidade de animais que você possui e temos diversas opções para atender a sua necessidade!

Construção de um Biodigestor

Biodigestor Tubular em construção.

 

Solicite agora a consultoria gratuita de um de nossos técnicos para que possamos viabilizar o projeto de um confinamento sustentável e econômico para você!

Ranicultura: Histórico e projeções para os próximos anos!

A produção brasileira tem um cenário promissor e deve gerar em torno de 400 toneladas por ano.

 

Neste post você vai ver:

Histórico e Atualidades;

Ranicultura no Brasil;

A melhor espécie para criação;

Comercialização.

Pesquisas têm apontado diversas características da  que podem torná-la ainda mais rentável ao produtor. Sua carne é muito saborosa e possui substâncias que auxiliam alguns tratamentos alérgicos e de doenças gastrointestinais. Restaurantes sofisticados são os principais consumidores dessa iguaria. Sua pele pode ser amplamente comercializada, já que possui efeito cicatrizante, especialmente em tratamentos de queimadura, e pode ser transformada em couro. O óleo da rã também fornece bom índice lucrativo ao criador, pois constitui a fórmula de alguns medicamentos e cosméticos.

Histórico e Atualidades

A ranicultura iniciou em 1939 com auxílio da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. Atualmente podemos dizer que a rã-touro é a única espécie utilizada pelos ranários comerciais brasileiros. Ela é a melhor rã para a criação intensiva e adaptaram-se perfeitamente as nossas condições climáticas.

Ranário

A área média recomendada para a implantação de um ranário rentável comercialmente varia entre 500 a 700m2. Com esse projeto o ranicultor pode atingir uma produção de anual média de 2.000 Kg de carne. Recomenda-se água de boa qualidade preferencialmente de mina ou poço. O custo de implantação médio no Estado de São Paulo varia entre R$ 50,00 a R$ 70,00/m2 de área construída. Praticamente toda a produção brasileira (cerca de 400 ton./ano) é absorvida pelo mercado interno, mas o Brasil possui condições de conquistar grande espaço no mercado externo, porém necessita preparar-se para tal. Existem também novos nichos de mercado interno a serem conquistados.

Há 20 anos, houve uma demanda considerável de empreendedores que iniciaram suas atividades na ranicultura convencional, porém, 90% desistiram devido a uma série de problemas como:

Climatização: a reprodução e a engorda das rãs durante o inverno não acontece. Como os sistemas convencionais são abertos, não é possível realizar a climatização do ambiente criatório, colocando a produção sob o efeito da sazonalidade.

Canibalismo: Na fase de engorda as instalações dificultam a separação dos animais por tamanho. As rãs maiores comem os menores diminuindo o plantel.

Predadores: Nos sistemas abertos, há uma facilidade de acesso de ratos, gatos, pássaros e principalmente pessoas que consomem as rãs causando prejuízos enormes.

Investimentos: Para implantar um ranário nos sistemas tradicionais é preciso um grande espaço físico, normalmente em ambiente rural. Obras de construção civil, como tanques de alvenaria, baias, estufas tornam o custo inicial grande aumentando o tempo de retorno do investimento. Umas das opções seriam utilizar os tanques circulares do tipo australiano, pela facilidade na montagem e desmontagem.

Outras dificuldades: Manejo alimentar, manejo animal, manejo profilático, ganho de peso e principalmente produção contínua, somados aos anteriores continuam sendo os grandes problemas da ranicultura convencional, a nível comercial. Como as rãs ficam no chão e em grandes tanques, fica muito difícil entrar para pegá-las quando se precisa selecionar por tamanho, retirar rãs doentes, etc.

É claro que a mudança requer tempo e planejamento, já que um ranário convencional instalado significa muito dinheiro investido podendo haver uma resistência inicial à mudança.

Ranicultura no Brasil

O Brasil é o segundo maior criador de rãs no mundo (Pesquisa feita pelo Globo Rural em 06/11/16), feito através do sistema de Confinamento. O último levantamento oficial do IBGE de 2016 fala em 160 toneladas ao ano, mas há quem diga que esse número seja três vezes maior.

Veja na íntegra a reportagem do Globo Rural sobre a criação de rã:

 

A melhor espécie para criação!

A espécie mais usada em cativeiros é a rã-touro gigante!

É um animal de origem Norte Americana, introduzido em nosso país em 1935 e devido às suas características zootécnicas, foi escolhida a melhor espécie para cativeiro.

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Principais características:
• Rápido crescimento;
• Alto número de ovos;
• Facilidade de manejo;
• Adaptação climática.
 

Continue lendo e descubra como aproveitar e agregar valor na comercialização!

A Rã-touro é originária das proximidades das montanhas rochosas na América do Norte. A coloração de pele é entre verde-claro e cinza-escuro.É considerada a terceira maior do mundo em tamanho, chegando aos 30 cm de comprimento total (desde o focinho às patas traseiras) e 2,5 kg de peso. A rã-touro vive no máximo 16 anos e sua capacidade reprodutiva é de aproximadamente 10 anos.

É considerada a terceira maior do mundo em tamanho, chegando aos 30 cm de comprimento total (desde o focinho às patas traseiras) e 2,5 kg de peso. A rã-touro vive no máximo 16 anos e sua capacidade reprodutiva é de aproximadamente 10 anos.

As características biológicas e fisiológicas das rãs são relativamente diferentes de outras espécies de animais comuns de cativeiro. O ciclo de vida das rãs possuem duas fases, sendo a aquática chamada de Girino, e a terrestre é chamada de Rã, mas ainda sim com extrema dependência da água.

Existem outras espécies de rãs nativas do Brasil, como a rã-pimenta, rã-manteiga ou paulistinha, que podem também ser criadas em cativeiro, mas em comparacão com a rã-touro, possuem o menor desempenho produtivo e além de dificuldades técnicas e burocráticas.

Comercialização: Veja como agregar valor à carne de rã!

A Rã pode ser aproveitada por inteiro, desde sua carne, pele e até mesmo as vísceras. Por ter um mercado específico, os restaurantes sofisticados são os maiores consumidores, dessa forma é vendida como carne nobre.O valor de comercialização é alto, e a demanda consegue ser maior do que a sua produção.

Já na exportação, os pedidos estrangeiros são específicos de rãs brasileiras, mas por conta do volume alto de pedidos, e poucos produtores, a demanda acaba não sendo atendidos por completo, e assim os outros países acabam pagando mais caro pela carne para ter acesso mais fácil e rápido!

O preço da rã abatida é de R$ 35 o quilo, mas o preço no mercado pode chegar a R$ 60. O grande problema é o que preço está muito associado à ração que não encontra com qualidade disponível no mercado. 

O que esperar da Ranicultura para os próximos anos?

 

O rápido crescimento da ranicultura no Brasil está abrindo portas para novos empreendedores, e de acordo com esta projeção, a tendência para os próximos anos, é de que criadores, intermediários (restaurantes) e consumidor final alinhem bem os interesses de forma homogênea e consistente, tornando o consumo de carne de rã tradicional no Brasil, fazendo com que a carne de rã seja procurada e encontrada proporcionalmente como o camarão, mariscos, entre outros.

 

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